Vi num filme uma frase que achei bem interessante. É mais ou menos assim: “e” e “se” são duas palavras inofensivas, quando sozinhas. O problema é quando elas se juntam. “E se”. Ultimamente, frases que começam com “e se” têm me atormentado. E se eu tivesse feito tudo diferente? E se eu tivesse sido mais tolerante, mais carinhosa, mais querida, mais parceira, mais compreensiva, mais relaxada, mais… Será que teria dado tudo certo, tudo como eu previa? Racionalmente, fico respondendo não, não e não. Mas mesmo repetindo isso como um mantra sagrado todos os dias, ainda não consigo me convencer. E a verdade é que palavras não valem nada, o que contam são as atitudes. Isso aprendi a duras penas, quando percebi que em um mês x eu ouvia que não existia outra pessoa no mundo a não ser eu, e no mês seguinte eu me via sozinha enquanto já existia outro “amor eterno” me substituindo e sendo levado para o lugar mais romântico do mundo. A conclusão foi essa, palavras são tão mais fáceis, mais simples, mais convincentes. E volta o “e se”. E se eu tivesse feito tudo diferente, será que não seria eu acompanhada e passando frio em um outro continente?

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